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Ambientalistas e cientistas estão preocupados com a mortandade "anormal" de
baleias-piloto no Estreito de Gibraltar desde o passado mês de novembro

Os cientistas do Grupo de Pesquisa de Cetáceos (Circe) constataram que desde o passado mês de Novembro uma elevada e pouco usual mortalidade de cachalotes nas águas do estreito de Gibraltar, segundo informou um porta voz do Circe e WWF / Adena. Consideram ainda que por trás deste facto poderão estar situações de derrame de petróleo como o caso do navio "Sierra Nava", pelo que serão tomadas medidas para a resolução deste problema sério.
Ambas as associações explicaram que nos últimos três meses foram encontrados mortos seis animais desta espécie, quase todos os adultos e que mediam cerca de seis metros e com um peso de cerca de duas toneladas cada. Todos estes espécimes encontravam-se em bom estado de alimentação segundo o Centro
Recuperação de Espécies Marinhas Ameaçadas (Crema), da junta da Andaluzia, uma circunstância, portanto muito incomum de acordo com as informações que existem sobre esta população de cetáceos nos últimos anos.

Nesse sentido, esta mortalidade representa cerca de dois por cento do total da população de cetáceos desta espécie que reside nestas águas em apenas três meses, sendo a população estimada de baleias ou cachalotes no Estreito de Gibraltar de aproximadamente 260 indivíduos.

A principal teoria considerada para esta mortalidade aguarda uma investigação
científica que o circe irá realizar, no entanto supõe-se que seja a poluição das
águas do Estreito provenientes das descargas contínuas que poderão ser os principais factores que estão a afectar a população destes mamíferos marinhos. Para verificar esta situação estão a ser feitas recolhas de um total de 40 amostras de pele e gordura destes animais em colaboração com a universidade de Siena na Itália para que sejam medidos os níveis de hidrocarbonetos, metais pesados e outras toxinas nos corpos destes animais.

Além disso, a Circe e a WWF / Adena não descartam a hipótese de que venham a aparecer mais animais mortos desta espécie ( que encontra-se classificada pelo seu interesse especial dentro do Catálogo Nacional de espécies ameaçadas como vulnerável e no Livro Vermelho dos Cetáceos do Mundo.) e que os seus corpos ainda não tenha chegado ás costas, já que são animais muito sensíveis a todos os tipos de poluição e ao tráfego marítimo, assim como ás continuas descargas que estão a prejudicar seriamente estes cetáceos.

A abundância de cetáceos levou a WWF / Adena a incluir o Estreito de Gibraltar que é atravessado todos os anos por mais de 90.000 embarcações, na proposta de uma rede representativa de zonas marítimas protegidas como um dos 20 paraísos marítimos a proteger nas águas de Espanha.

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